terça-feira, 1 de dezembro de 2009
(Racionais Mc's )
NEGRO DRAMA,
Entre o sucesso, e a lama,
Dinheiro, problemas,
Inveja, luxo, fama,
NEGRO DRAMA,
Cabelo crespo,
E a pele escura,
A ferida a chaga,
A procura da cura,
NEGRO DRAMA,
Tenta vê,
E não vê nada,
A não ser uma estrela,
Longe meio ofuscada,
Sente o Drama,
O preço, a cobrança,
No amor, no ódio,
A insana vingança,
NEGRO DRAMA,
Eu sei quem trama,
E quem tá comigo,
O trauma que eu carrego,
Pra não ser mais um Preto Fudido,
O drama da Cadeia e Favela,
Tumulo, sangue,
Sirene, choros e velas,
Passageiro do Brasil,
São Paulo,
Agonia que sobrevivem,
Em meia zorra e covardias,
Periferias,vielas e cortiços,
Você deve tá pensando,
O que você tem a ver com isso?,
Desde o início,
Por ouro e prata,
Olha quem morre,
Então veja você quem mata,
Recebe o mérito, a farda,
Que pratica o mal,
me vê, Pobre, preso ou morto,
Já é cultural,
Histórias, registros,
Escritos,
Não é conto,
Nem fabula,
Lenda ou mito,
Não foi sempre dito,
Que preto não tem vez,
Então olha o castelo e não,
Foi você quem fez Cuzão,
Eu sou irmão,
Dos meus truta de batalha,
Eu era a carne,
Agora sou a propria navalha,
Tim..Tim..
Um brinde pra mim,
Sou exemplo, de vitorias,
Trajetos e Glorias,
O dinheiro tira um homem da miséria,
Mas não pode arrancar,
De dentro dele,
A Favela,
São poucos,
Que entrão em campo pra vencer,
A alma guarda,
O que a mente tenta esquecer,
Olho pra traz,
Vejo a estrada que eu trilhei,
Mococa,
Quem teve lado a lado,
E quem só fico na bota,
Entre as Frases,
Fases e varias etapas,
De quem é quem,
Dos Manos e das Minas fraca,
Hum..
NEGRO DRAMA de estilo,
Pra ser,
E se for,
Tem que ser,
Se temer é milho,
Entre o gatilho e a tempestade,
Sempre a provar,
Que sou homem e não um covarde,
Que Deus me guarde,
Pois eu sei,
Que ele não é neutro,
Vigia os rico,
Mais ama os que vem do Gueto,
Eu visto Preto,
Por dentro e por fora,
Guerreiro,
Poeta entre o tempo e a memória,
Hora,
Nessa história,
Vejo o dolar,
E varios quilates,
Falo pro mano,
Que não morra, e tambem não mate,
O Tic Tac,
Não espera veja o ponteiro,
Essa estrada é venenosa,
E cheia de morteiro,
Pesadelo,
Hum,
É um elogio,
Pra quem vive na guerra,
A PAZ
Nunca existiu,
No clima quente,
A minha gente soa frio,
tinha um Pretinho,
Seu caderno era um Fuzil,
Um Fuzil,
NEGRO DRAMA,
CRIME,FUTEBOL, MUSICA, CARAlhO,
EU TAMBEM, VO CONSEGUI FUGI DISSO Ai,
EU SO MAIS UM,
FOREST CAMP é MATO,
EU PREFIRO CONTAR UMA HISTORIA REAL,
Vou CONTA A MINHA....
Dai um filme,
Uma negra,
E uma criança nos braços,
Solitária na floresta,
De concreto e aço,
Veja,
Olha outra vez,
O rosto na multidão,
A multidão é um monstro,
Sem rosto e Coração,
Hey,
São Paulo,
Terra de arranha-céu,
A garoa rasga a carne,
É a Torre de Babel,
Famíla Brasileira,
2 contra o mundo,
Mãe solteira,
De um promissor,
Vagabundo,
Luz,
Câmera e Ação,
Gravando a cena vai,
O Bastardo,
Mais um filho pardo,
Sem Pai,
Hey,
Senhor de engenho,
Eu sei,
Bem quem é você,
Sozinho, se num guenta,
Sozinho,
Se num guenta a peste,
e disse que era bom,
E a favela ouviu, la
tambem tem
Whiski, e Red Bull,
Tênis Nike,
Fuzil,
Admito,
Seus carro é bonito,
Hé,
E eu não sei fazer,
Internet, Video-cassete,
Os carro loko,
Atrasado,
Eu to um pouco se,
To,
Eu acho sim,
Só que tem que,
Seu jogo é sujo,
E eu não me encaixo,
Eu so problema de montão,
De carnaval a carnaval,
Eu vim da selva,
So leão,
So demais pro seu quintal,
Problema com escola,
Eu tenho mil,
Mil fita,
Inacreditavel, mas seu filho me imita,
No meio de vocês,
Ele é o mais esperto,
Ginga e fala giria,
Giria não dialeto,
Esse nao é mais seu,
Hó,
Subiu,
Entrei pelo seu rádio,
Tomei,
Se nem viu,
Mais é isso ou aquilo,
O Que,
Senão dizia,
Seu filho quer ser Preto,
Rhá,
Que irônia,
Cola o pôster do 2 Pac ai,
Que tal,
Que se diz,
Sente o NEGRO DRAMA,
Vai,
Tenta ser feliz,
Hey bacana,
Quem te fez tão bom assim,
O que se deu,
O que se faz,
O que se fez por mim,
Eu recebi seu Tic,
Quer dizer Kit,
De esgoto a céu aberto,
E parede madeirite,
De vergonha eu não morri,
To firmão,
Eis-me aqui,
Voce não,
Se não passa,
Quando o mar vermelho abrir,
Eu sou o mano
Homem duro,
Do gueto, Browm,
Obá,
Aquele loko,
Que não pode errar,
Aquele que você odeia,
ama nesse instante,
Pele parda,
Ouço Funk,
E de onde vem,
Os diamante,
Da lama,
Valeu mãe,
NEGRO DRAMA,
DRAMA, DRAMA.
Inclassificáveis
(Ney Matogrosso)
Que preto, que branco, que índio o quê?
Que branco, que índio, que preto o quê?
Que índio, que preto, que branco o quê?
Que preto branco índio o quê?
Branco índio preto o quê?
Índio preto branco o quê?
Aqui somos mestiços mulatos
Cafuzos pardos mamelucis sararás
Crilouros guaranisseis e judárabes
Orientupis orientupis
Ameriquítalos luso nipo caboclos
Orientupis orientupis
Iberibárbaros indo ciganagôs
Somos o que somos
Inclassificáveis
Não tem um, tem dois
Não tem dois, tem três
Não tem lei, tem leis
Não tem vez, tem vezes
Não tem Deus, tem Deuses
Não há sol a sós
Aqui somos mestiços mulatos
Cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
Americarataís yorubárbaros
Somos o que somos
Inclassificáveis
Que preto, que branco, que índio o quê?
Que branco, que índio, que preto o quê?
Que índio, que preto, que branco o quê?
Não tem um, tem dois
Não tem dois, tem três
Não tem lei, tem leis
Não tem vez, tem vezes
Não tem deus, tem deuses
Não tem cor, tem cores
Não há sol a sós
Egipciganos tupinamboclos
Yorubárbaros carataís
Caribocarijós orientapuias
Mamemulatos tropicaburés
Chibarrosados mesticigenados
Oxigenados debaixo do sol
Comparação
A música Inclassificáveis, se refere a mistura de cor, raça e religião que existe no Brasil. Através da sua letra ela nos transmite a seguinte mensagem: "Porque ter preconceito se somos todos miscigenados (misturados)"
Já a música NEGRO DRAMA retrata o próprio preconceito de cor e classe social, a vida difícil nas favelas, a frieza das pessoas nas Cidades Grandes (Selva de Pedras) e a difícil missão de sobrevivência de quem vive nas favelas.
Na música dos Racionais Mc´s, podemos observar que é feita uma pergunta: "O que você tem a ver com isso?". Podemos responder que desde a colonização, as pessoas tiveram preconceito em relação às pessoas pobres (ao negro principalmente), os maltratavam de forma desumana, como se fossem animais, eles não tinham direitos. Esses fatores, influênciaram na atitude de algumas pessoas na nossa sociedade. Essa é uma das críticas da música.
Grupo:
Anna Cecília,
Gabriel Cicalese,
Humberto Aguiar,
José Bione,
Maria Eliza,
Marília Alves e
Matheus Barbosa
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Ricos e Pobres na América Inglesa
Os ricos viviam na América colonial como viviam em toda parte, muito luxo, grandes alianças e poderosas funções;e a intensa preocupação com a conservação de tudo isso é em manter os pobres submetidos aos interesses dos poderosos e conformada socialmente.
Essas diferenças eram explicadas como"a obra e a vontade de Deus",os pobres devem ser postos a trabalhar, e é o medo de morrer de fome que os fará trabalhar; com esses pensamentos dos ricos e religiosos crescem assustadoramente a quantidade de mendigos.
Este pensamento continua até o dia de hoje,com as pessoas sem respeito pelos pobres,não há muita oportunidade para eles. Apesar de haver na sociedade muitos grupos de direitos humanos que lutam por essa igualdade.
Na minha comunidade não é muito diferente,as classes ricas detém o maior poder,alianças politicas...
O respeito mútuo não é presente; vivemos numa sociedade antiética.(politicos,polícia...).
Apesar de tudo isso penso que no futuro teremos uma sociedade mais justa, dando oportunidade para tudos igualmente independente de sua condição social , raça, sexo...Pois as pessoas estão tendo mais acesso as informação e com isso estão buscando os seus direitos e lutando por um lugar mais justo e digno na sociedade.
Ricos e pobres
Cotidiano na America Inglesa
Nas Cidades tinham muitos pobres, de mendigos a prostitutas, todos vivendo em baixo de cortiços. Além de que tinham que usar emblemas de que faziam parte da "gentinha".
Enquanto os Ricos, ficavam cada vez mais poderosos, com casas de campo. As únicas coisas que se preocupavam era em crescer e manter a gentinha no lugar.
Respeito Mútuo entre ricos e pobres? Nem pensar, que os pobres trabalhem ou morram de fome, ajuda dos ricos é que eles não iam receber nunca. Já os pobres, acredito que pensavam nos ricos como pessoas ruins, pirangueiras, que só querem desgraças para os outros, fazendo assim uma dualidade de pensamentos. O único respeito que deveria haver, é entre ricos e ricos, e pobres e pobres.
. Gabriel Cicalese
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Pobres e ricos
Esta é um das piores herança herdadas por nós no século XXI que mesmo sendo menor a cada dia ainda deixa marcas e tristezas já que quase ninguém se importa.
Matheus Barbosa
Ricos e Pobres na América Inglesa
José Bione 7 ano B
domingo, 25 de outubro de 2009
Respeito entre ricos e pobres na América inglesa (séc. XVII) e em relação aos dias atuais
Atualmente, uma parte das pessoas com condição social mais favorável, tem preconceito em relação aos pobres, acham que todos atrapalham, dando-lhes prejuizos sociais e/ou financeiros, quando na verdade, são apenas pessoas humildes que muitas vezes não tiveram acesso a estudo, ou não tiveram chances para conseguir trabalho e assim ficaram nesta situação. Mas na nossa sociedade, há também pessoas solidárias, que ajudam os outros, e fazer o gorverno incentivar essa população a estudar e dar mais oportunidade de emprego.
Humberto Aguiar 7º B
Ricos e pobres na America Inglesa
Segundo eles tudo era fruto da vontade de Deus, enquanto os pobres viviam as custas dos outros, mendigando ou pedindo ajuda ao governo. Os ricos estavam cada vez mais ricos, viviam em mansões com muitos empregados;tinham a mesa sempre farta; possuiam objetos de valor, como: seda e pérolas, e tambem artigos em ouro, como:alianças e baixelas; etc.
Essas diferenças economicas ainda existem nos dias de hoje, e ocasionam muitas brigas e desentendimento entre as pessoas, porém é preciso lembrar que cada um tem seu direito e valor independentemente de sua raça,religião e origem social.
Anna Cecília, 7 ano B
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O Homem Vitruviano (1487)

A inspiração de Leonardo Da Vinci para este desenho veio do tratado De Architectura, do arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio (que viveu no século I a.C.). A obra defendia que os edifícios deveriam se basear na simetria e proporção da forma humana. Segundo o arquiteto, o corpo humano, com os braços e pernas estendidos, se ajustava perfeitamente ao círculo e ao quadrado, e afirmava a idéia de que o ser humano era o centro do Universo.
Muitos artistas da Renascença tentaram traçar o ideal de Vitruvius, façanha plenamente realizada por Leonardo. O desenho talvez seja uma de suas obras mais famosas. Nele, ele insere suas próprias observações sobre a forma humana, corrigindo algumas medidas inconsistentes de Vitruvius.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Aspectos interessantes da vida de Galileu Galilei
Racionalismo moderno
Luís XIV
Recebeu formação humanista orientada por Mazarin e prepará-lo para exercer o poder com sabedoria e autoridade, com a morte do cardeal, assumiu o poder (1661) um ano após o casamento com a infanta espanhola Maria Teresa d'Áustria, filha de Felipe IV da Espanha. No seu governo reorganizou o exército dando ao país o maior poderio militar da Europa. Suas ações militares no exterior iniciaram-se com a invasão dos Países Baixos espanhóis, que considerava pertencerem à esposa por direito de herança (1667). O êxito alcançado nessa guerra permitiu-lhe ditar as condições de paz à coalizão de Espanha e Áustria.
Travou guerras contra a Espanha (1701-1714), Holanda (1688-1697), Áustria (1672-1678) e Luxemburgo. Sua oposição aos protestantes, no entanto, ocasionou a aliança posterior entre Inglaterra, Países Baixos e Áustria contra a França. A nova guerra (1688-1697) terminou com a perda de territórios por parte da França pelo Tratado de Rijswijk. Em razão da perseguição aos protestantes depois da revogação do edito de Nantes (1685), muitos artistas e artesãos abandonaram a França.
Mais tarde, a guerra de sucessão espanhola (1701-1714), embora tenha lhe permitido colocar um Bourbon no trono espanhol, infligiu elevados custos humanos e econômicos ao país. Seu reinado, um dos momentos culminantes da história da França, durou mais de 50 anos, destacou-se politicamente pelo absolutismo monárquico, onde o rei controlou até os detalhes mais insignificantes do governo, e pela posição hegemônica a que elevou seu país na Europa. Deu incentivo às atividades culturais, pois considerou o incentivo às artes assunto de estado, e protegeu os dois maiores autores clássicos da literatura francesa, Racine e Molière.
As principais cidades do reino passaram por uma metamorfose, criaram-se imensos jardins, embelezaram-se algumas paisagens naturais e levantaram-se monumentos por toda parte. Reativou a economia da nação com o precioso auxílio do ministro Jean-Baptiste Colbert, de acordo com as concepções mercantilistas e multiplicado as exportações francesas. Criou uma marinha mercante, além de fábricas, estradas, pontes, portos e canais, vias de circulação de uma riqueza cada vez maior.
Construiu o imponente e luxuoso Palácio de Versalhes, perto de Paris, onde viveu a corte francesa. Príncipe caprichoso, apreciava a etiqueta, festas e belas mulheres. Manteve duas amantes e sempre manifestou seu desejo de governar sozinho. A ele se atribui a frase "L'État c'est moi" (O Estado sou eu). Fundou a Academia de Ciências de Paris, cujos membros eram pagos para produzir ciências, principalmente, para geração de inovações tecnológicas e científicas que tivessem aplicação na área militar. Faleceu em Versailles como um símbolo da monarquia absolutista.
Relações entre a Igreja Católica e a política alemã antes da Reforma
A Reforma começou na Alemanha onde nessa época, havia muitos estados e o poder estava descentralizado e cada estado tinha seu príncipe, imperador, mas com pouca política. Na época a Alemanha era conhecida como Sacro Império Germânico e era dominado pela Igreja Católica. A Alemanha estava tentando centralizar o seu poder (Enquanto isso França, Portugal, Inglaterra e Espanha estavam unificados.), mas a Igreja e os nobres não deixavam. Embora os nobres eram contra a igreja, que queria suas terras. A igreja exigia altos impostos aos camponeses o que gerou o descontentamento destes. Vários seguimentos da sociedade passaram a criticar a Igreja.
Biografia de Michelangelo
Dizer que Michelangelo foi um dos principais pintores e escultores do Renascimento italiano não expressa toda a potencialidade do artista. Ele foi um gênio da história da arte e exerceu uma forte influência tanto nos seus contemporâneos quanto na arte ocidental.
Michelangelo nasceu em 6 de março de 1475, na província florentina de Caprese. Foi o segundo de cinco filhos do casal Lodovico di Lionardo Buonarroti e Francesca di Neri di Miniato del Sera. Aos seis anos, Michelangelo ficou órfão de mãe e foi entregue aos cuidados de uma ama-de-leite cujo marido era cortador de mármore da aldeia vizinha.
Para o artista, a influência desse homem que o levou a sua vocação de escultor. Entretanto, seu pai, uma pessoa muito 'temente a Deus' e violenta, era de uma tradicional família da velha aristocracia florentina. Por isso, nunca aceitou a inclinação do filho pelas artes, julgando ser vergonhoso ter um artista na família. Muitas vezes, chegou a espancar o menino na tentativa de demovê-lo da idéia de ser um pintor
Vocação nata
Mas a persistência e obstinação de Michelangelo venceram a reticência do pai. Ele ingressou na oficina do pintor Domenico Ghirlandaio, considerado o mestre da pintura
Logo após deixar os ensinamentos de Ghirlandaio, o garoto entrou para a escola de escultura do rico banqueiro e protetor das artes em Florença, Lourenço o Magnífico. Nesse ambiente, no qual se evocava a magnificência da Grécia antiga, Michelangelo inseriu-se completamente no Renascimento italiano. Em sua primeira obra produzida na escola, O Combate dos Centauros, o baixo-relevo de tema mitológico transmite a força e beleza impassíveis dos deuses gregos.
É nessa escola, também, que Michelangelo é influenciado por muitos artistas da época, como por Masaccio e seus afrescos. Mas, a morte de Lourenço, em 1492, e a inflamada pregação mística do monge Savonarola, nesse mesmo período, fazem com que Michelangelo abandone a cidade e fuja para Veneza.
Novas descobertas
Longe das profecias de Savonarola, que o amedrontavam, Michelangelo redescobriu a beleza do mundo e tomou conhecimento de grandes autores do período, como Petrarca, Boccaccio e Dante. E, mesmo nesse ambiente tomado de fervor religioso, esculpe obras de motivos 'pagãos', tais como Baco Bêbado e Adonis Morrendo.
Com a derrocada do monge Savonarola, em 1498, instala-se em Michelangelo uma certa melancolia. Por mais que este sentimento não seja dito em suas cartas à família em Florença, suas obras exprimem a sensação. Pietà, por exemplo, mostra esse sentimento envolto em uma figura bela e clássica.
Momento de maturidade
Apenas com sua volta a Florença, em 1501, o artista Michelangelo encontra a maturidade em seus trabalhos. A escultura de Davi é o principal exemplo disso. A obra foi esculpida em um bloco de mármore, abandonado a 40 anos na catedral da cidade porque o escultor a quem foi entregue o trabalho - Ducci - morreu inesperadamente. O objetivo inicial seria a confecção de um profeta, mas Michelangelo resolveu transformar o mármore no colossal Davi, símbolo de luta contra o Destino, assim como o personagem bíblico lutou contra Golias. A obra foi tão contemplada por outros artistas, como Leonardo da Vinci, Botticelli, Filippino Luppi e Perugino, que eles formaram uma comissão para conversar com Michelangelo e perguntar a ele onde seria o melhor lugar para a escultura ficar. O artista decidiu-se pela praça central de Florença, em frente ao Palácio da Senhoria.
Novas missões para Michelangelo
A genialidade de Michelangelo encantou o papa Júlio II. Em 1505, o pontífice chamou o artista para uma missão: construir uma tumba monumental para Júlio II que recordasse a magnitude da antiga Roma. Esse foi um dos principais desafios da vida de Michelangelo.
Após muitos contratos confusos entre ele e o papa, o trabalho só foi finalizado anos depois da morte de Júlio II (este faleceu em fevereiro de 1513) e da sucessão de outros papas. Em janeiro de 1545, o pesadelo de sua vida, que foi a construção deste mausoléu, estava finalizado. Do projeto inicial restou apenas o Moisés, que era um detalhe e, no final, tornou-se o centro do monumento.
Nesse ínterim, Michelangelo realizou outros projetos de destaque em sua obra. O próprio papa Júlio II pediu a ele que fizesse outro trabalho grandioso: a decoração da Capela Sistina. Mesmo sendo um escultor não familiarizado com as técnicas de afresco, ele aceitou a incumbência após constantes insistências do papa.
O projeto gigantesco começou em 10 de maio de 1508 e, no dia de Finadosde 1512, após muitos contratempos, Michelangelo entregou a obra. Todo o Antigo Testamento estava retratado em imagens dramáticas. Essa, sem dúvida, tornou-se uma das principais obras de arte do mundo ocidental e marcou a pintura majestosa do pintor Michelangelo.
Os últimos anos
Michelangelo recebeu outros trabalhos dos papas que sucederam Júlio II para reestruturar fachadas de capelas e decorá-las. Tanto que, nos últimos anos, o artista exerceu muito mais a função de arquiteto do que de escultor ou pintor. Mas também merece destaque sua incursão na poesia. Ele produziu, principalmente, sonetos de grande vivacidade sobre os temas religiosos.
Toda a produção do final da sua vida é marcada por uma união mística com Cristo e voltada para as cenas da Paixão de Jesus. Em 18 de Fevereiro de 1564, Michelangelo morre em sua cama. Como testamento, o artista pediu que seu corpo regressasse a Florença, pois estava doando sua alma a Deus e seu corpo à terra.
